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Programa Formação Assistida por Asininos
Sábado, dia 13 de Outubro de 2012
Local: Auditório do Parque Biológico de Gaia 

10:00 –  Apresentação dos Trabalhos para o dia; Sessão de abertura dos trabalhos.

10:15 - Apresentação do Parque Biológico de Gaia E.E.M. 
           Apresentação da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino

10:30 - Modulo I (teórico):A interacção homem-animal ao longo do tempo; A utilização de animais como agentes terapêuticos.

Estudos recentes têm mostrado que o uso de animais tais como, cães, gatos, pássaros, cavalos, burros, golfinhos, etc., representa um contributo importante para o bem-estar social e psicológico das pessoas. 

As relações humanas, neste mundo apressado em que vivemos, negligenciam muitas vezes o toque, o contacto físico, o olhar nos olhos, etc. No entanto, estes comportamentos são de extrema importância para garantir o nosso bem-estar emocional. O toque, por exemplo, dizem os estudiosos destas questões, aumenta a nossa auto-estima, e desenvolve no ser humano, sentimentos de proximidade, segurança e confiança pelo seu congénere e o meio envolvente. 

A utilização de animais como parte de um programa terapêutico foi primeiro registado no século IX, em Gheel, na Bélgica, onde pessoas com necessidades especiais foram pela primeira vez autorizadas a cuidar de animais domésticos. Nos anos 60, graças ao psicólogo infantil americano, Boris Levinson, assiste-se ao ressurgimento da terapia baseada em animais. 

A introdução do burro nos processos terapêuticos (Asinoterapia/Asinomediação) desenvolveu-se na década de 70 em países como a Suíça, Inglaterra, França, Itália, Estados Unidos, entre outros. Esta técnica terapêutica permite a estimulação a nível cognitivo, físico, motor e afectivo. 


11:30 – Pausa


11:45 – Modulo II (teórico):
Noções básicas sobre o comportamento asinino; Características, cuidados e necessidades básicas do burro mediador e seu maneio;

13:00: Pausa para o almoço

14h30:
Recriação da Desfolhada com a colaboração de Rancho Folclórico e da AEPGA

15h30:
Modulo I (Prático): Aproximação ao burro: contacto; comportamento do burro; comunicação verbal e não verbal

Aprender a comunicar com os asininos funciona como uma terapia alternativa. Ao procurarmos compreender o burro, a sua forma de pensar e de agir, ao mesmo tempo que tentamos fazer com que ele nos entenda, estamos a realizar o exercício de nos colocarmos no seu lugar. Por outras palavras, estamos a exercitar uma nova forma de linguagem e de comunicação. No momento em que nos aproximamos do burro é necessário fazê-lo com humildade, respeitando os tempos do animal. Devemos fazê-lo gradualmente, sem movimentos bruscos, falando suavemente e sempre pela frente, para que o animal nos veja. Este exercício de nos colocarmos no lugar do outro, isto é, de sermos empáticos, é extremamente construtivo e saudável a nível emocional para o ser humano. 

O retorno positivo a um comportamento altruístico, que pode ser por exemplo, dar atenção a um burro, ensina-nos, num ambiente relaxado, a tornarmo-nos seres humanos mais justos, tolerantes e sensíveis ao mundo que nos rodeia, onde logicamente estão incluídos outros seres humanos. De forma simples ajuda-nos a respeitar o que é diferente de nós, mas que de alguma forma precisa de nós, e ao mesmo tempo, nos complementa. O facto de o burro se mostrar satisfeito com o nosso carinho e atenção, reconhecendo-nos, procurando-nos, mantendo-se perto de nós, etc., serve-nos de recompensa e faz com que queiramos repetir a experiência de estarmos perto dele, de o afagarmos, de lhe falar, enfim de convivermos de perto com ele. 


18:30 –
Exposição de dúvidas e comentários acerca dos trabalhos apresentados ao longo do dia. Encerramento dos trabalhos.

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Domingo, 14 de Outubro de 2012
Local: Parque Biológico de Gaia



10:00 - Apresentação dos Trabalhos para o dia; Sessão de abertura dos trabalhos.

10:15 – Modulo II (Teórico-Prático): A relação emocional; teorias e técnicas de reabilitação com o asinino;
Intervenções assistidas com burros com diferentes grupos com necessidades especiais:


Nas actividades assistidas com asininos é fundamental conhecer os problemas específicos de cada utente/paciente com que se trabalha. Igualmente, é essencial conhecer profundamente o animal facilitador da relação reabilitadora, o burro, em todos os seus aspectos físicos e comportamentais. A confiança depositada no animal com que se trabalha deve ser total. É de salientar que entre os animais, tal como entre os humanos, não existem dois seres iguais, com o mesmo modo de se comportar, com a mesma percepção do meio envolvente, com a mesma forma de reagir aos estímulos externos, com capacidades iguais e as mesmas necessidades de atenção física e emocional, pelo que é importante que se aprenda a conhecer e a interagir com cada animal individualmente^.

Assim, procura-se proporcionar ao utente/paciente um espaço de enriquecimento sensorial, de ocupação terapêutica e pedagógica do tempo livre.  

13:00 – Pausa para o almoço

14:30 –
Continuação dos trabalhos referentes ao Modulo II (prático)

17h00 -
Exposição de dúvidas e comentários acerca dos trabalhos apresentados. Encerramento dos trabalhos


Formadores:

Davide Pignataro e Gianni D’Arcangelo da ASINOMANIA (
http://www.asinomania.com/)

Miguel Nóvoa da AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (
www.aepga.pt)
 

 

Nota: Por motivos imprevistos este programa poderá estar sujeito a alterações.