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28 de Janeiro de 2012

A terra e a gente

Há excelentes motivos para visitar a Região de Trás-os-Montes e Alto Douro, na qual se insere o Nordeste Transmontano, que abrange os concelhos de: Alfândega da Fé; Bragança; Carrazeda de Ansiães; Freixo de Espada à Cinta; Macedo de Cavaleiros; Miranda do Douro; Mirandela; Mogadouro; Torre de Moncorvo; Vila Flor; Vimioso; Vinhais.

No Planalto Mirandês (Miranda do Douro) espera-o uma recepção especial, pois a AEPGA e o burro de Miranda têm um programa de actividades para partilhar consigo, família e amigos respectivamente.

O clima de Trás-os-Montes divide-se em Terra Fria e Terra Quente. A Terra Fria inicia-se por volta dos 600 m de altitude e é composta de planaltos e serras com vales profundos, possui um clima agreste e tem menor influência atlântica. A Terra Quente caracteriza-se pela sua fraca precipitação e temperaturas mais amenas no Inverno. Existe uma zona de transição climática entre a Terra Fria e a Terra Quente, com altitudes que variam, regra geral, entre os 350/400 m e os 600 m de altitude.

Na Terra Fria existe um ditado popular que caracteriza na perfeição o clima da região: “nove meses de Inverno e três meses de inferno”. A seguir a uma curta Primavera seguem-se três meses de Verão em que as temperaturas registadas são muitas vezes superiores a 35ºC. Depois de um breve período de Outono segue-se um Inverno longo com temperaturas mínimas registadas frequentemente abaixo dos 0ºC.

No que respeita à hidrografia observam-se inúmeras bacias hidrográficas, como a bacia do Douro, do Côa e do Sabor. O Planalto Mirandês situa-se entre o vale do Douro Internacional e o vale do rio Sabor. No Planalto Mirandês destacam-se ainda os rios, Angueira, Maçãs e Sabor.

Numerosas zonas da Região do Nordeste Transmontano integram a lista de Sítios da Rede Natura 2000, englobando também dois parques naturais, o Parque Natural do Douro Internacional e o Parque Natural de Montesinho, bem como a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. A maior parte destas zonas protegidas tem uma intensa actividade humana, com todas as vantagens e desvantagens que daí advém para a conservação da natureza.

Esta região possui uma enorme diversidade geológica, climática, hidrográfica e orográfica, que resultam numa enorme diversidade no que respeita à flora e vegetação e à fauna. A fauna possui espécies notáveis absolutamente dignas deste verdadeiro santuário natural. O valor botânico é imenso, possuindo vários endemismos ibéricos e lusitânicos. É uma região muito rica em plantas melíferas, aromáticas e medicinais e possui igualmente uma grande variedade de macrofungos (cogumelos). A presença de uma imensa diversidade de líquenes comprova a boa qualidade do ar da região.

A ocupação humana da Região Transmontana é bastante antiga, como comprovam as gravuras rupestres do vale do rio Côa, pertencentes ao período do Paleolítico Superior.

A presença de raças de gado doméstico autóctone, de ovinos (churra galega mirandesa), caprinos (cabra serrana), asininos (burro de Miranda) e bovinos (vaca mirandesa), atestam igualmente a presença antiga do Homem nestas paragens.

Sendo um povo muito rico em tradições, o povo do Nordeste é um povo trabalhador, habituado a ver o sol nascer, seja Inverno seja Verão, faça chuva ou faça sol. Significa isto que partem para o trabalho, na agricultura, na oficina, etc., pela madrugada. Para os visitantes que gostam de ver raiar o dia, sentir a essência das aldeias e tomar contacto com os seus habitantes acolhedores e generosos, pode-se afirmar que estão no local ideal à hora certa.

Trás-os-Montes tem igualmente muito que oferecer na área do turismo cultural ou histórico virado para as vivências do passado. O seu património arqueológico é riquíssimo, possuindo inúmeros sítios de interesse arqueológico e arte rupestre. Citando apenas um exemplo, na bacia do rio Douro poderá deslumbrar-se com o abrigo pintado da “Pala Pinta”, considerado pelos especialistas na matéria, um dos abrigos mais importante de Portugal, de arte rupestre.

 

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